Pequeno, ágil e sustentável. Esse é o cartão de visita do elétrico JAC E-JS1

Pequeno, ágil e sustentável. Esse é o cartão de visita do elétrico JAC E-JS1

Na década passada, quem tentava puxar conversa sobre veículos elétricos era tratado como uma espécie de ET ou um bicho-grilo. Especialmente no circuito da indústria automotiva, leia-se dirigentes e jornalistas que escrevem sobre o setor.

Uma das poucas concessões era o híbrido Toyota Prius, lançado em 1997, que ajudou a colocar a montadora japonesa em outro patamar nos Estados Unidos, o maior mercado do planeta.

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O mesmo desdém se aplicava aos automóveis produzidos na China, considerados de terceira linha ou imitações baratas (neste caso literalmente!) de clássicos americanos ou europeus. Que o diga a britânica Mini Cooper cujo design e a aparência foram “hackeados” (para sermos simpáticos!) pela chinesa Lifan.

Na terça-feira (14/9) e na quarta-feira, a subsidiária da chinesa JAC Motors reuniu uma dúzia de jornalistas brasileiros, em São Paulo, para uma verdadeira imersão em seu universo elétrico. O grande astro do evento foi o compacto E-JS1, o veículo no qual o sócio local, o empresário Sergio Habib deposita sua maior aposta desde que começou a operar com a JAC, em 2011.


JAC eletrico 1 papo reto internaA conversão ao “altar da energia limpa” teve início em 2018. Caberá ao E-JS1 acelerar a transição da subsidiária para uma revenda exclusivamente de veículos elétricos. Hoje, o portfólio já inclui outros modelos, comercializados por entre R$ 159,9 mil e R$ 299 mil. O E-JS1, o caçula da família, custa R$ 149,9 mil. "Enquanto a maioria das marcas de automóveis no Brasil possuem um ou dois veículos 100% elétricos em seu portfólio, a JAC Motors tem uma linha completa de elétricos à venda no país. São oito modelos no total."

Apesar de se posicionar como veículo elétrico mais barato do país, o E-JS1 ainda parece um sonho distante para a realidade do bolso de muitos brasileiros. No entanto, o modelo chega em um momento no qual nunca esteve tão presente a discussão sobre os preceitos da sustentabilidade. Reunidos na sigla ESG (Meio Ambiente, Social e Governança, na sigla em inglês) esses componentes vêm se tornando mantras para muitas empresas. Um bom exemplo é a gigante Porto Seguro, que adquiriu caminhões-guinchos da marca JAC. Essa procura se deve, em parte a pressão de investidores, especialmente das Family Offices e os Fundos de Pensão globais, que estão vetando a compra de ativos de empresas que não atentam para o ESG.

É neste contexto que um veículo comercializado por R$ 149,9 mil pode fazer sentido para executivos, empreendedores e empresas que necessitem mitigar sua pegada de carbono. Mas não é apenas o preço que coloca o bólido elétrico da JAC em vantagem em relação aos rivais.

Aliás, um dos principais atributos da montadora, no Brasil, foi a estratégia de construção de marca, adotada por Habib. A linha JAC manteve desde o começo a política de vender carros bem equipados. Na época, causou enorme espanto o fato de que mesmo os veículos de entrada contarem com itens de série que as demais montadoras só ofertavam nos modelos mais caros. O pós-venda é outro ponto forte da empresa.

Ao desembolsar R$ 149,9 mil, o comprador do E-JS1 estará levando para casa um veículo com autonomia de 300 Km e cujo custo para “encher o tanque” é de módicos R$ 18,00. Na proporção quilômetro gasto por litro de combustível chegaríamos a um consumo de 100 Km por litro! Neste caso, a elevada economia não é sinônimo de baixa performance. Para acelerar de zero a 100 Km o bólido gasta-se menos de 11 segundos.

O melhor de toda essa história é que nenhum gás tóxico é jogado na atmosfera!